
Guilherme Arantes. Um programa bem intimista.
"Dobrar o papel parece um ato extremamente simples, mas este simples movimento na realidade nos fornece uma grande alegria que invade nossa alma" (Kunihiko Kasahara)



Os mexicanos acreditam que essa é uma maneira dos vivos se relacionarem com os mortos. A perspectiva é de origem e destino, lugar de descanso e de reencontros. Trata-se de uma mistura muito louca de respeito, alegria, fascinação e intimidade. Dessa forma, os mexicanos acabam aprendendo em vida a conviver e sobreviver ao medo da morte.
Desde cedo as crianças se acotovelam para comer as caveirinhas feitas de açúcar e todo tipo de guloseimas servido em um banquete para os vivos e para os mortos. Assim, acostumam-se ao contato com uma morte brincalhona e companheira, personificada nos bonecos-caveiras.
O fato é que as pessoas não se lamentam, ao contrário, tratando de fazer altares caprichados com oferendas para os espíritos e comemorar a vida com muita música, tequila e comida típica.
Esses altares normalmente possuem um jarro de água (para saciar a sede dos mortos), velas, incensos, comidas, flores e papel picado. Além disso, são incrementados com os objetos que eram de preferência do morto: cigarros, bebidas, roupas ou brinquedos, doces e comidas.
Os cemitérios também fazem parte da celebração, reunindo parentes, amigos, vendedores ambulantes, músicos, artistas teatrais; os túmulos repletos de flores, adornos, comidas e bebidas. Como parte integrante desse todo multicolorido, as pessoas vestem-se de uma maneira alegre e festiva com suas melhores roupas para receber seus mortos.
No final da festa (dia 02 de novembro), tudo é partilhado entre os parentes, amigos e vizinhos. Essa partilha é conhecida pela expressão “dar la calavera” e cada um volta a ocupar o seu lugar: mortos e vivos regressam aos seus espaços, felizes por se sentirem lembrados e por terem compartilhado suas histórias e seus sonhos.

Porém, o antecessor direto das abóboras iluminadas vem da Irlanda do século XVIII, onde as tradições Celtas antigas permaneceram como uma parte significativa da cultura nacional. Uma personagem popular nos contos folclóricos irlandeses foi o Jack Miserável ou (Jack O'Lantern), um avarento de má reputação que, em várias ocasiões, fugia das maldições enganando o diabo (geralmente na Noite de Todos os Santos). Em uma história, ele convenceu Satanás a subir em uma árvore para pegar umas maçãs e então fez cruzes em volta do tronco para que o diabo não pudesse descer. O diabo prometeu deixar Jack em paz para sempre, apenas se ele o deixasse sair da árvore.
Quando Jack finalmente morreu, foi rejeitado no céu devido a sua vida de pecados. Porém, mantendo seu acordo, o diabo também não levaria Jack. Ele foi amaldiçoado a viajar para sempre como um espírito no limbo. Assim que Jack deixou os portões do inferno, o diabo jogou para ele uma brasa para iluminar o caminho no escuro. Jack colocou a brasa em um nabo oco e saiu vagando pelo mundo. De acordo com a lenda irlandesa, você pode ver o espírito de Jack na Noite de Todos os Santos, ainda carregando sua lanterna de nabo pela escuridão.


"Über - A Comédia" debate com muito humor sobre os verdadeiros desejos do ser humano
São quatro personagens em seus momentos über - expressão alemã que significa super, demais, exagerado, mais que demais, top - que vivem situações limite, com muito humor, que revelam suas intenções ocultas.
As cenas hilariantes mostram as peripécias do baiano que não gosta de festa, do suburbano que quer ser playboy, do entregador de farmácia que é sambista e do chefe de cozinha com tendências astrológicas - fundador da "gastrologia".
Sobre o nome Über, Luis Salem, o autor do texto, diz que ele é tão inusitado quanto o lado b que todos temos. "Todo mundo tem um lado über - mais legal, top, super, tudo de bom - entretanto, para mostrá-lo é necessário que não haja censura alguma. É esta a outra faceta que os nossos personagens mostram".
"Queremos levar ao público o extremo, o máximo, o exagerado de uma situação. As cenas são tão inesperadas que divertem"
Salem e Alcemar são extremamente criativos. Muito engraçado.

